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Escrevi os doze livros de texto de Géa antes de estudar os clássicos e qualquer método literário. Não foi por acaso: quis escrever a obra suprema dessa maneira, porque senti e raciocinei que seria a mais pura de todas, livre de quaisquer influências, imune a rótulos e até a plágios desintencionais. E tive sucesso.
Isso, em absoluto, não significa que eu tenha escrito Géa sem método; sim, que criei o meu próprio método e utilizei-o intensivamente para escrevê-la.
Depois de concluído o texto de Géa em vários anos de trabalho, pus-me a escrever o Livro Treze, que é o glossário e o dicionário (e muito mais) da obra superna. Durante a escrita do Livro Treze de Géa é que estudei os clássicos, os melhores dicionários e aperfeiçoei o texto, entre outras coisas dando-lhe o léxicon de trinta mil vocábulos, duas vezes o de William Shakespeare em toda a sua obra e seis vezes o de Camões em "Os Lusíadas".
Escrita Géa, criei-lhe as capas, as ilustrações, as animações (ver página principal deste site) e escrevi o livro chamado )que(. Então resolvi escrever Geínha, a Série Infanto-juvenil que também os adultos vão adorar.
Porém, desta feita, antes de iniciar a escrita de Geínha, a responsabilidade de escrever para jovens me obrigou a estudar o assunto Literatura Infanto-juvenil.
Nesse estudo, descobri a definição e a estrutura dos contos de fadas, e surpreendi-me por perceber que a própria magna obra, Géa, embora não caiba em rótulo algum, não se encaixa mas compreende essa estrutura, entre muitas outras.
Escrevi Geínha com a estrutura dos contos de fadas bem à vista, na área de trabalho ao lado do leiáute do texto, no processador PageMaker. Essa estrutura obtive estudando um site na Internet e é resumidamente a seguinte: início, ruptura, confronto, restauração e desfecho.
As cinco partes em que dividi Geínha seguem tal estrutura. Também Géa tem cinco partes, planejadas muitos anos antes de eu sequer saber que contos de fadas possuíam uma estrutura na mente dos estudiosos.
Podemos chamar então Geínha de conto de fadas? Assim como no caso de Géa penso que não. Mas é gostoso saber que ambas as obras também são contos de fadas... E talvez seja agradável para o editor descobrir que Geínha foi escrita empós profundo estudo, inclusive o da estrutura dos contos de fadas.
- CCDB 14-05-2006
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