O ASSALTO
fotografado por RDB (1)

Fomos assaltados aqui em casa, dia 08 de Setembro de 2009.

Os assaltantes utilizaram um truque: um deles apareceu na frente de casa batendo palmas, vestido como o pessoal da limpeza pública, e pediu água a Giza. E ela, na boa fé, foi dar-lhe água, tendo deixado a porta da cozinha aberta - decerto era esse o motivo do tal pedido.

Isso deu a oportunidade de outro bandido, oculto atrás de nossa casa (não temos dinheiro pra construir muro derredor e nem sequer uma cerca alta) entrasse em casa e me surpreendesse despido a fazer os exercícios de alongamento e flexões que costumo na hora do almoço (almoço às onze da manhã). Ele me cavoucou a fronte com o cano de um revólver e me puxou pelo braço para levantar-me do colchão que serve de cama a Giza e a mim.

 

Quando vi que ele ia me levar para baixo (estávamos no segundo pavimento da nossa casa, onde trabalho) e cercar Giza no primeiro pavimento; com minhas sessenta e quatro órbitas derredor do Sol, com a sinistra aleijada e perante um jovem, mais pesado, mais forte e alto que eu; mesmo assim me atirei ao pulso da arma e tentei tomá-la. Sim, eu mesmo, aquele que sempre recomenda a todos que não reajam em situações semelhantes.

O ímpeto de salvar a mulher amada me deu coragem, inspiração; mandei a morte às favas e ataquei. Não deu outra: tomei cotovelada forte bem sobre o coração, coronhada pior ainda atrás da cabeça - e eis-me prostrado a sangrar, atirado nu sobre o mesmo colchão. Giza foi rendida pelo assaltante que eu atacara (o qual desceu, esperou-a atrás da porta da cozinha) e subiu empurrada por ele. Logo depois subiu o segundo assaltante.

Porém, o meu ato foi útil e não me matou, como bem podia ter ocorrido. O bandido a quem ataquei se assustou com o meu estado, pensou que eu ia morrer (eu estava mesmo bem mal) e apressou o outro.

Enfim levaram pouco do pouco que nos restava: um monitor de vídeo CRT de dezenove polegadas do Rá, um quimono de caratê do Rá, o toca-DVD que um amigo nos havia presenteado, o toca-DVD que Rá comprou com o seu primeiro ordenado, um telefone celular (que depois do assalto mandamos bloquear), um binóculo do Rá, uma guitarra imitação Stratocaster do Rá e uma relíquia: o derradeiro aparelho CCDB que me restou: uma CCDB Caddmix 12, a menor mesa de áudio de doze canais do planeta Terra (ao menos era a menor, na época em que a construí; hoje, não sei).

A Maldição da Guitarra de Ouro, que salvou essa Guitarra quando foi roubada e fez o mesmo pela mesa CCDB Masters'MASTER 1622 de Doudou, devolvendo ambos os instrumentos a seus legítimos donos, não funciona em prol de quem a lançou (e mais tarde a anulou).

Acabei não morrendo e não demos queixa à polícia; não, pelas ameaças de retornarem para nos "fuzilarem" como disseram os bandidos; sim, porque a polícia prende mas a lei, frouxa, solta - e mesmo que não soltasse, de dentro das penitenciárias os bandidos comandam seus comparsas. Coragem tivemos e teríamos, porém não adiantaria ir à polícia, que aqui só vem se for chamada durante o ato de um assalto, se é que vem.

Giza ao longo de todo o assalto foi sereníssima e até guiou as mentes dos bandidos com suas palavras ponderadas.

A gente precisa construir uma cerca derredor de casa*, pra poder ter um ou dois cães, o que serviria para nos dar tempo de telefonar à polícia antes de essas barreiras serem superadas pelos possíveis próximos bandidos, pois o bairro de Mar do Norte, onde moramos, a quinze quilômetros do centro de Rio das Ostras - RJ, é um faroeste mesmo, apesar da lindíssima paisagem.


BRASIL ASSALTADO...
(ir para o início desta página)
Sou avesso a qualquer radicalismo, porém a chamada ditadura foi mais benéfica para o Brasil se cotejada àquilo que ela evitou - algo parecido ao ocorrido em Cuba, agora na Venezuela e noutros países desavisados sobre os verdadeiros propósitos dos líderes populistas.

Meu pai, César Dias Baptista, foi preso pelos militares na época da ditadura (César era secretário de Adhemar de Barros pai - político famoso naquele tempo), mas foi tratado com honra, não foi torturado e retornou incólume a nossa casa, de corpo e de espírito.

Sempre há quem goste de torturas e mortes; e isso claro que não faltou na época da ditadura. Sei quanto sofreram as famílias e as pessoas por ela atingidas. Mesmo assim creio: não foi tanto pelos movimentos populares, tais como "Diretas Já", que o nosso país voltou à liberdade; sim, porque nossos militares, no fundo, eram patriotas e, tendo podido esmagar tais movimentos, preferiram a transição paulatina para a democracia.

É muito triste ver o que os políticos vêm fazendo dessa democracia, dando as mãos a Chaves e cia., metendo os pés pelas mãos naquela embaixada que se transfez em escritório de político da mesma laia dos que hoje dirigem nosso país, Venezuela e Cuba.

Sim, as armadilhas foram criadas pelo voto - porém não o meu, que jamais aderi a Lula e seus correligionários.

O sistema social, legislativo, judiciário, policial e penitenciário está invertido. Tudo em prol dos chamados "direitos humanos" (como se bastasse a humana forma para humano ser), que com mais verdade deveriam ser ditos "direitos dos criminosos". Nada em prol do homem e da mulher de bem. Nada em prol da educação, que é a base sólida de tudo.

A agricultura se vê abandonada; ou, pior, espoliada, pelos planos insinceros do governo. Os movimentos pela posse de terras viraram bandidagem; as terras são negociadas e nada produzem, comparadas ao que os proprietários rurais de tradição conseguem, mesmo com o governo agindo em favor dos bandidos e contra os verdadeiros homens da terra.

E há gente aceitando a propaganda, querendo um terceiro mandato presidencial...

E a gente, que só via raras vezes por ano (e por motivo sério) a face limpa do presidente Fernando Henrique Cardoso na televisão, hoje é obrigada a fugir de canal em canal, para não ver a face barbuda de Lula e o vermelho-sangue de seu uniforme chavista.

Por isso e mais é que bons amigos fugiram daqui, para outros países. Um dos melhores - pessoa produtiva, inteligente e de boa natureza - vive hoje na Austrália, grande perda não só para mim como para o Brasil.

Giza, Rá e eu continuamos firmes e assim continuaremos. Ao menos os nossos votos se dirigem e dirigirão a quem nos pareça melhor do que os atuais governantes - o que é difícil, ou dificílimo, com a desinformação e a propaganda generalizada do governo atual.

Pois é! Ainda temos de nos preparar para sediar a copa! Que triste figura fazemos para os estrangeiros (quando inteligentes...), que, da distância, podem ter a perspectiva mais exata de quanto há de fachada, de máscara, e de quanto há de verdade no Brasil de hoje.

Com todo o meu desabafo (o qual não sei se concorda com a sua perspectiva política, ó visitante deste site); mesmo assim nós aqui insistimos em permanecer no país, em amar o Brasil e em não assaltar as nossas últimas esperanças.

- CCDB 29-09-2009, com aval e acréscimos (2) de Dalgiza Borges

 

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA
- eis o que escrevi ao assinar o Manifesto, neste endereço: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/assine-o-manifesto-em-defesa-da-democracia/#comment-1299117

'Dia 29-09-2009 eu escrevi o que escrevi em meu site, página http://www.ccdb.gea.nom.br/o_assalto.html - em especial no subtítulo "Brasil Assaltado".

Quem aqui me lê pode considerar o meu aviso mais do que simples aviso; sim, como uma previsão e uma conclamação.

Eis-me aqui, pois, livre de afiliações a partidos políticos, cumprindo minha obrigação para comigo mesmo e para com o Brasil e assinando com meu apoio integral o Manifesto em Defesa da Democracia, de Hélio Bicudo. - Cláudio César Dias Baptista - CCDB

De mesma opinião, assina comigo minha mulher, Dalgiza Borges.

Quem desejar saber quem sou, além de em meu site www.ccdb.gea.nom.br, poderá encontrar vasta referência a minha pessoa na Internet, pesquisando por meu nome, Cláudio César Dias Baptista, ou minha sigla "CCDB". - 25-10-2010'

Quem desejar conhecer o vídeo do manifesto, pode baixá-lo DAQUI MESMO (.flv - 13,57MB)

NOTA DE 09-09-2015: O VÍDEO JÁ NÃO SE ACESSA MAIS PELO LINK ACIMA, PORÉM VOCÊ PODE ACHÁ-LO PELA WEB BASTANDO BUSCAR "MANIFESTO PELA DEMOCRACIA HELIO BICUDO" - ESTÁ NO YOUTUBE.

Meu filho (com Dalgiza), Rafael Borges Dias Baptista - RDB não estava presente no momento em que deixei esse comentário na Veja; porém, ao chegar, afirmou que é da mesmíssima opinião que Dalgiza e eu. - CCDB - 25-10-2010

Quem veio de outra página por meio do link "BRASIL ASSALTADO", pode conhecer a história inteira de "O Assalto" indo para o início desta página.


MORAL DA HISTÓRIA

Esta não é uma "história triste". É uma história verídica de intrepidez, de infinito amor, de sucesso - e um retrato do Brasil de hoje. Está aqui como testemunho, para que você saiba, conte aos amigos e tome providências. Eu já as tomei: tive a coragem de publicá-la e de publicar os meus livros, onde se encontram as soluções. E você?!?

(1) SOBRE A FOTOGRAFIA NO ALTO DESTA PÁGINA

Boas fotos não pedem explicações; elas falam por si. Meu filho, RDB, é bom fotógrafo. Porém, só pode fotografar até onde lhe permita a "máquina" fotográfica: um telefone celular cujo maior mérito não está no campo das fotografias. Por esse motivo, quero informar ao visitante desta página que, quando a foto acima foi batida, eu estava me sentindo muito bem, feliz - alegre até, pelo resultado enfim positivo do meu ataque ao bandido. Além de pela minha idade e por ser a sexta tentativa de fotografia (o telefone-"máquina fotográfica" sobrepôs as três primeiras e tivemos de escolher a "melhor" entre as três seguintes); se pareço cansado, vitimado ou abatido, isso se deve ao esforço que estava fazendo para manter a posição do exercício físico, a qual, para mim, com as contraturas nas mãos e nos pés e os cistos sinoviais em várias articulações que me afligem é bastante difícil hoje em dia. Daí os meus lábios recurvados para baixo, cuja expressão de simples esforço (e nada mais) foi ainda mais prejudicada por certa mancha avermelhada que a "máquina fotográfica" houve por bem me colocar sobre o canto direito da boca e que você poderá ver se copiar e ampliar a foto em seu computador. Quando dispusermos da máquina fotográfica que venho solicitando aos benfeitores na página Doações, então foto melhor substituirá a desta página - e as de muitas outras neste site. O objetivo da foto é (apenas) mostrar o local do crime e me apresentar ali, na posição em que eu estava quando o assaltante me surpreendeu. Se uma imagem vale mais do que mil palavras, as palavras sobre a imagem valem ainda mais. E em meus livros uma palavra vale mais que mil imagens - confira! - CCDB


(2) ACRÉSCIMOS DE DALGIZA BORGES

Os acréscimos de Dalgiza informam os fatos ocorridos no curto período de tempo em que estive desacordado: "Giza foi rendida pelo assaltante que eu atacara (o qual desceu, esperou-a atrás da porta da cozinha) e subiu empurrada por ele.".

*CERCADOS

Após uma doação em dinheiro de um par de amigos que vive no exterior (que, por não ser completada no valor prometido, nos deixou em dívida com a loja de material e o pedreiro que contratáramos para fazer a cerca); tal cerca, desta feita completa e ótima (derredor da parte significativa da propriedade que inclui a residência**), acaba de nos ser doada por nosso grande amigo Raphael Vilardi, que se comportou tal qual Ra-El se comportaria para ajudar Clausar e família, como está profetizado na obra Géa desde muitos anos antes do assalto referido nesta página. Com o auxílio da doação feita por Raphael Vilardi e daquele par de amigos (cujos nomes não estou autorizado a publicar por motivos pessoais seus deles), compramos um filhote fêmea de rottweiler e obtivemos em clínica veterinária a doação de uma cadelinha vira-lata para perfazer a dupla dinâmica na defesa de casa. Outras medidas de segurança nos foram possíveis tomar, amparadas por Raphael Vilardi. Fica aqui o nosso agradecimento profundo aos dois amigos supracitados e máxime a Raphael Vilardi, que todos tiraram de si para nos ampararem na dificuldade o melhor que puderam.

**gostaríamos de ter uma cerca ao redor da propriedade inteira; faltam-nos cento e sessenta metros. A cerca deveria ser de mourões de concreto, tela galvanizada e fios de arame farpado, para igualar a doada pelos amigos supracitados.

- CCDB 11-01-2009

 

EU, NÃO

Ontem sem luz nem Internet o dia todo. Ouvi dois tiros. Morreu um policial bem na frente da minha casa. A televisão disse que se chamava Bruno. Um bandido ganhou seu fuzil. De madrugada, eclipse lunar total. Hoje anoitece verão. Os “eleitos” cortam verbas para ciência, tecnologia e educação. Assim começa o governo que “o povo” do Brasil escolheu. Eu, não.

- CCDB 21-12-2010

 

ADENDA SOBRE O LINK DO MANIFESTO - CCDB 09-09-2015

     

 


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