O que é Géa?

A ilustração com texto, ao lado, é de minha publicação no FACEbook em 12-11-2016 - CCDB

RESENHA MÍNIMA DA OBRA GÉA!

  • Clicando na ilustração abaixo você poderá vê-la na página Arquétipo (index_a) deste site, onde as capas aparecem com melhor resolução. Nessa página, cada capa é um link, que o levará a páginas específicas de apresentação dos respectivos livros, cujas capas estarão com resolução e tamanho inda maiores.
  • Embora, para caberem melhor na ilustração abaixo, as capas de Géa Ilustrada apareçam menores, todas as capas, de ambas as versões, Ilustrada e Não-ilustrada, têm o mesmo tamanho, com o formato de 16cm x 23cm. - CCDB
  • A obra Géa acaba de ser revisada, mais uma vez, em Janeiro de 2009 - CCDB
  • Géa e todos os outros livros de CCDB e RDB podem ser lidos on-line agora mesmo em CCDB Livros!

Géa é tudo! Tudo é feito de Géa. Mas Géa não é só isso.

Géa é uma coleção de doze volumes de história; mais um de glossário, dicionário, listas de personagens e tal. Treze volumes.

Cada um dos doze volumes de história corresponde a um Livro e possui aproximadamente duzentas e cinqüenta páginas.

O décimo terceiro volume, com perto de mil páginas, é o "Livro Treze - Glossário Geóctone (O Relacionador)", o qual, pelos caracteres menores e o número de bytes, vale como outros doze - em verdade, ultrapassa nisso os doze livros de texto juntos.

O Livro Treze é composto do glossário; coas palavras dos vários idiomas de muitos mundos, os neologismos, os vocábulos da língua portuguesa ausentes dos dicionários convencionais; e composto também do Rarefeito Dicionário de Palavras Raras, onde o número de verbetes excede vinte e cinco mil.

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O léxicon (conjunto das palavras usadas pelo autor) nos doze livros de texto da obra Géa alcança trinta mil palavras; ou seja: supera o léxico (ou léxicon) de Shakespeare, o qual tem quinze mil. A diferença entre o total de palavras do léxicon no texto e o total de verbetes no Livro Treze se deve a nem todos os vocábulos dos doze livros de texto terem sido verbetados - os mais fáceis não dicionarizei, por serem óbvios.

Para que serve o Livro Treze?

O Glossário Geóctone, ou Livro Treze, também chamado “O Relacionador”, evita o uso de três volumes durante a leitura de cada um dos doze da história; isto é: poupa o trabalho de manusearem-se um volume, o glossário e um dicionário de terceiros. O Livro Treze contém o glossário e o dicionário. Portanto, bastam dois volumes: o da história e o Livro Treze.

Quem vai lendo os doze volumes da história de Géa terá ao lado, porventura nas mãos de um acompanhante (é ótimo ler a dois!), o Livro Treze, no qual estarão as acepções dos vocábulos, se não as souber, e onde se acharão as listas de personagens, naves, músicas, filmes; tudo quanto é citado nos doze volumes da história.

É possível também ler um livro de texto (por exemplo, o Livro Oitavo) no Adobe Acrobat Reader e abrir nesse aplicativo, ao mesmo tempo, o Livro Treze.

Notícia antiga, mantida aqui só para historiar a evolução da obra: CCDB está compondo o aplicativo "Livro Treze On-line", com todos os verbetes e referências cruzadas aprimoradas e atualizadíssimas, para ser utilizado junto com os livros de leitura on-line em CCDB Livros. - CCDB - 07-05-2011

Notícia em dia: o Livro Treze on-line já está pronto, instalado e funcionando em CCDB Livros! Saiba mais!

O que é a obra Géa?

Géa, obra inédita*, é escrita com o máximo de recursos da língua portuguesa; é a aventura e aprendizado do autor nessa língua, e o convite à aventura e ao aprendizado da Leitora, do Leitor, se já não é mestre. Para o mestre, é a doce recordação; talvez, a surpresa!

Géa começou sendo escrita, e o foi durante uns dez anos, para tornar-se obra-prima da literatura mundial; não apenas, da literatura em língua portuguesa. O autor não pretendeu superar os grandes escritores de todos os tempos, pois julgou mais importante cumprir a missão: entre outras coisas, Géa é uma grande missão. Porém, logo nas primeiras páginas, afirma: quando a missão exigir, superará, sim, os maiores autores. Fica a seu cargo, Leitora, Leitor, Editor, julgar se cumpriu a missão e se, quando esta exigiu, superou os maiores.

As mídias para Géa

Géa não foi concebida tão-somente para ser uma coleção de livros, nem só para berrar aos brasileiros “Estudem!!! Façam as coisas direito!!!”: como Géa é tudo, não se estranhe abarcar todos os ramos da arte e do conhecimento humano e supra-humano. Per (sic) conseguinte, Géa estará em casa quando for lançada em livros impressos; em e-books; na Internet (1); em CDs; em filmes cinematográficos; na televisão; em multimídia; em videojogos - em todo e qualquer meio; inclusive na dança, na música, na poesia em quadrinhos e no teatro.

Ao assistirmos a um grande filme, veremos no final a extensa lista de indivíduos e empresas contribuintes para sua realização, veiculação e distribuição. Embora o autor de Géa gostasse e soubesse fazer ele próprio os desenhos, as animações de computação gráfica e mesmo os roteiros para cinema, teatro, televisão e tal, levaria centenas de anos. Géa não se pode obsoletar; no entanto, só atingiria os viventes dos séculos futuros, se o autor teimasse em fazer tudo.

CCDB deseja lançar Géa em editora a ser contratada (e que ora procura por meio deste site), como livros de texto para impressão convencional. Depois disso, o autor deseja encontrar quem se disponha a investir e a lucrar na adaptação de Géa às outras mídias; feito: livros eletrônicos para serem lidos nos aparelhos denominados e-books ou em computadores e similares (1 - sic); cinema; televisão; teatro e as mais.

Esse plano de CCDB obriga a serem os contratos de publicação formulados especificamente para cada mídia, deixando as outras livres nas mãos do autor, para que as contratasse. De início, este não pretendia entregar tudo a uma só grande empresa, a qual incluísse várias mídias, para evitar o monopólio dessa empresa. Hoje o autor pensa diferentemente e faria, sim, contrato com uma só grande empresa para tantas mídias quantas tal empresa cobrisse e aceitaria inclui-las (especificando-as) num só contrato limitado a elas, mas conservando qualquer outra, que tal empresa não alcançasse, livre para contrato direto com o autor (2).

(1) Géa e todos os outros livros de CCDB e RDB já estão lançados na Internet para leitura on-line neste mesmo site, seção CCDB Livros! Você pode lê-los agora mesmo!!!

(2) CCDB reserva para si a publicação de seus livros para leitura on-line, pois já estão publicados neste mesmo site, seção CCDB Livros!

A história narrada em Géa

Resumir Géa seria trabalho maior, ao pé de escrevê-la. Igual resumir um Homem, o Universo, a Vida, Deus.

Rotular Géa daria na mesma: não é ficção, não é misticismo, não é romance, não é ciência, não é filosofia, não é política, não é poesia, não é prosa... e é tudo isso e muito mais ao mesmo tempo. É feito o Nada, o qual é Tudo.

Mais de mil personagens, contando-se cada conjunto como um só; inúmeras astronaves, incontáveis músicas, filmes e citações de pessoas da vida real; tudo isso e bem mais, dos doze livros, está arrolado no Livro Treze, junto com o glossário e o dicionário.

Talvez fosse melhor ao interessado em publicar Géa, nas mídias inda disponíveis, ler, no Livro Treze (ou no arquivo PDF que pode ser baixado por meio deste mesmo link ), a lista das personagens, máxime as histórias daquelas mais significativas (qual Clausar, Gia, , Ky, Geárion, Tóxia, Géa, Géo, Ra-El, Ardo, Sérias, e assim por diante) contidas nos verbetes dessa lista: isso dará uma idéia fractálica do conjunto, sem limitá-lo à maçante descrição seriada, resumida, da seqüência de eventos constituintes da história. Conviria abordar Géa dessa maneira, inclusive por não ser linear a narrativa: dá voltas no tempo, feito a espiral da evolução; e só lendo os doze livros de fio a pavio, e relendo-os, alguém teria a idéia multidimensional do conjunto.

Sugiro, portanto, a Você, interessado(a) em descobrir se vale a pena publicar Géa pela mídia a seu dispor; desejosa(o) de saber se Géa merece ter as danças e as músicas nela descritas (nalguns casos em profundo detalhe e completa coreografia) transformadas em composições dessas Artes; sugiro, repito, a Você, a leitura do essencial das listas de personagens, músicas, naves, filmes e outros dados contidos no Livro Treze, inclusive a impressionadora Estatística do Escrito Géa, sem precisar ler-lhe o Glossário Geóctone e o Rarefeito Dicionário de Palavras Raras, para ter uma idéia de Géa e, então, dar-se ao trabalho; quem sabe, ao grande e inesperado prazer, ao delírio mírifico; à Iniciação de ler e reler Géa!

Para dar-lhe um gostinho...

Para dar-lhe um gostinho, aqui vai um excerto (ver nota 1 no final desta página) do texto de Géa; não o pior, não o melhor; nem o mais erudito, nem o mais vulgar; tampouco um resumo, tampouco uma expansão; outronão o estilo, outronunca o restilo; e muito menos o objetivo, a meta, a missão do escrito: apenas, tão-só, nada mais, senão um gostinho; aliás, doze! se não da história, então do estro:




Clausar tem nua diante de si a perfeição: Ky. Ky, com seus olhos profundos qual profundo mar de Géa, iluminados de sol, a emitir o verde calmo do Amor e a iridescência do desejo, entreabre os lábios surpresos e sussurra... “- Mas Você é meu pai!...”


As turbinas rugiam; as rapinas ululantes aceleravam, lanhando gilvazes na face do azul coas lestas lâminas alares; tirando silvos das bocas dos ares, rumo à garganta do zênite. Lá, os pilotos cortavam os motores; os aparelhos quentes volviam, silentes, o impulso em potencial e; no ponto morto alto, onde paravam e rebrilhavam metal polido no fosco anil; arrostavam a gravidade, exibindo agressivas formas fusóides ...para picarem, a pique de caírem no pó, e (quando outros ases duvidassem, arregalassem os írios, engolissem em seco e elevassem as mãos ao céu), retomarem a propulsão e nivelarem o lépido vôo rasado, vomitando árion, reboando fragores. Passavam tão rente, a ponto de Clausar cheirar de pronto o tonto combustível queimado e iriar a turbulência do ar, na trépida esteira transparente.


A fuselagem de Altaré é afilada e donairosíssima, cheia de conveses; alas; corredores; cabinas com largas vigias; pequenos e vastos compartimentos; severo tombadilho; porões limpos igual laboratórios genéticos; cozinhas silenciosas e impecáveis como as melhores bibliotecas; bibliotecas apetitosas e inodoras como as melhores cozinhas; casa de máquinas apta a alimentar vivedouros sonhos em qualquer engenheiro, antes de este cogitar o passadiço avançadíssimo; auditórios e muitos outros ambientes adequados a sua tripulação de escol, nenhum petecado qual os palácios estilo rococó e os transatlânticos atuais, onde os fuscos olhos ofuscados dos turistas idosos jamais obtêm o almejado repouso: do branco, do aço e do cristal, o esmero fosca as estelantes rutilâncias, e só brilha o tino da elite. Conquanto recorde o futurismo, a forma da nave lembra os grandes veleiros de treinamento remanescentemente utilizados pelas marinhas de Géa e da Terra. Fulcro da Nau, sobre o convés superior avulta a esfera de enerfrátax contentora da ponte de comando, em cujo centro se alça o ampletivo sólio de Intáctia.


As zúnias-gigantes seguem papagueando junto aos postigos; tautocronamente, na ponte de comando piscam géons coloridos, soam sinais, estrugem ordens abruptas em seqüência rápida, deslizam pêntios sobre ventosas úmidas, penduram-se aracnopólipos em colunelos metálicos e reciprocam ajuda octópodes, a lançarem-se de tentáculo em tentáculo a compartimentos de direção, de rastreio, de tiro, de escuta, de comunicação e dos demais tipos de funções exeqüíveis em tão complexa, densa e imensa nave. Parece balbúrdia dominada pelo deus do caos; contudo, para olhos, ocelos ou írios conhecedores dos cefalópodes, o moto é sem-parmente planejado, organizado, dirigido e controlado pelo sólido comando, e a treinada guarnição acetabulífera obedece-o igual poucos músicos tridélticos alcançariam sob a batuta do mestríssimo dos maestros... por ora.


Eis Clausar, atirado pelas ondas ao passado da Terra aos tempos da Ilíada. Ao ver-lhe cantar na treva o autor à lira, o enk age:

Desfere ao Ida as estrelas feridas

Pela érea choupa dourada de anéis

Do rei dos reis, maioral dos Atridas.

Os lumes vibra té os numes, fiéis:

Do aedo cego a agudeza o seduz.

A curva ao céu concaviza convexa,

Desata e rapta de Jove alma luz,

De Homero ao cenho mil olhos anexa!

E Clausar acorda: sonhava dar olhos ao argos dos videntes...


Saída da torva pérgola cujas colunas são interrogações; e as flores, os ais do horror; por um microestato a forma do objeto desenha-se no recôndito céu, envolta na malha de faíscas; mas não há mais ocelos, estemas, olhos e órgãos sensórios para captarem-lhe o contorno rendado; e como o encouraçado besouro tridéltico arromba a delicada teia, esmeradamente feita pela pequena aranha-de-jardim para capturar lépidas moscas, o incógnito atravessa e prossegue, conhecedor, só ele, da própria natureza, qual os pálidos defuntos conhecem o insondável Além!


Leve feito átomo de mosca; rápida qual pensamento de pantera; brilhante de cegar um fóton; Ree aproxima-se e coleia direto a Clausar. A géona dos dois invade os outros: onde está um, e máxime onde se acham ambos, uma palavra reverbera no inconsciente e transborda ao consciente dos circunstantes: sexo.


Cogitações efervescem e retornam à consciência de Clausar, transformado em Alvíssimo: “...Acolá de simplesmente ser Géo: estar acima de Géo. Derrubar Géo de seu trono e não sentar nele: desprezar!!! Estar absolutamente a sós! Sem Géos, seres, universos! Ser só!... Ser Géo é pouco! Ser tudo, muito menos! Ser Eu! Sim! Só Eu! Nenhuma gédia a gediar, nenhuma luta a vencer! Ser a Morte! Muito melhor ainda: não ser! Não fazer conta! Ser louco! O mais louco dos loucos! O louquest! O único!... Entrar em retroalimentação positiva mental; oscilar, como os osciladores! Gerar loucura do nada, da própria loucura!... Isto é fugir? Sim! Fugir! Fugir às gargalhadas, da razão e da emoção! Rir na cara de Oég, passar o dedo no fio da foice, oferecer o pescoço e continuar gédio depois do golpe, decapitado! Perseguir Oég e tomar-lhe a arma! Picar um ao outro até virarmos rótrons, até sumirmos ambos e não sermos mais! Vingar-se da gédia! Derrotar o medo e a coragem. Enlouquecer varridamente! Enceradeiramente! Destruir tudo e, ao plantar a semente de outro Universo, esmagar a plântula!... Ou sucumbir à tentação e ser; ser, simplesmente, um novo Géo. Submisso à Existência, à própria Lei, à sanidade!... Talvez eu prefira mesmo a loucura!...”.


Na ponte de comando de Altaré, o brilho alaranjado do Sol (visível sem necessidade de aproximação artificial) intensifica-se à proa e doura o ambiente. Louriage fita a estrela sob cuja luz nasceu, e uma lágrima diferente escorre-lhe na face: é a primeira lágrima doce secretada por um olho, desde quando olhos existem.


A radiação ofusca. Semideslumbrada pela semicerteza, Louriage cerra as pálpebras e não remexe o soma: sorve-o, lenta e deliciadamente, como se bebesse a Terra inteira.


Do chão ferido; da cratera cavada no impacto do carro azul, surge a cerdosa crista crestada de um já não mavórtico elmo torto, deplumado e sem viseira. Ergue-se o capitel metálico. Sobe o colo táureo, altivo e nobre. Frente e costas da couraça fumegante são sacadas e de dentro da cova atiradas longe, com o laudel rasgado. Exuma-se o volumoso talhe, empolado de músculos metalinos, puxado por saxífragas mãos e braços hercúleos! Nas bicipitais cordilheiras de maciços nós a luz esfuzia! Pele rebrilhando glaciares sobre os brutos contrafortes do tórax, o corpo enorme se põe de pé; sob o lato cenho alto, os ares e o espírito sereno de um deus imortal.



A região planáltica deita-se esplêndida na eternidade mutável do continente, e não precisou dar o primeiro passo; pois não nasceu, mataram ou suicidou-se: existe. A meio caminho das metrópoles fermentosas; erigidas, ampliadas, ligadas, odiadas e amadas pelas arrogantes antênicas bípedes; o planalto dormita e não sonha abalos sísmicos: saudoso de arcos, flechas e carcases; totens, máscaras e dardos; ombros nus, tintas e tacapes; pés descalços, penas e pirogas; fumo, tabas e alvos ossos; vizinhos ares; farto de balas, mosquetes e polvorinhos; signos, triângulos e sabres; capas, cruzes e canhões; botas, bandeiras e galeotas; bujarronas, mastros e velas grossas; longes mares; lento e simples feito os gigantes, distrai-se, observa e sente os robocargos, roboggons e robocars passarem-lhe sobre o corpo, massageado pela brisa, bronzeado pelo géon, refrescado pela garoa, lavado pela túrbia, acupunturado pela rútila agulha do relâmpago, acalentado, apaziguado e nutrido por Géa.


Os oblíquos olhos nocticolores assumem a horizontalidade azul do silêncio, e só então o ósculo termina, deixando a marca indelével noturna e diurna do céu terrestre no Ky do enkinho, gravada por dois dos mais augustos luminares terráqueos: a Mulher-Estrela, fundadora da mais alta Ordem Mística terrena e o Homem-Sol cujo nascimento dá início à contagem dos milênios na Terra!



O aracnopolipozinho não pode falar; liberta os tentáculos da
paralisia e corre para as janelas laterais; daí, ao fundo da sala,
acompanhando a evolução de novo quadro - ainda mais horrível,
se comparado à ameaça do Globo Ventosa desgarrado!

Incomensurável nebulosa negra avança no espaço cósmico,
engolindo as distâncias, cobrindo por fora e revelando a curvatura
do inocelável fotofrátax da Foto Um, a proteção externa de Penta.

Vem não vem, num vaivém, a jovem nuvem revém, rumo ao
edifício de Félix. Vai e volta, num vai-não-vai, se esvai revolto
o céu das írias no chão, oculto sob o manto solto,
além do piso transparente.

Inúmeros relâmpagos alastram-se e aumentam em quantidade
e intensidade, no interior tenebroso da cerração. A sombria
forma globosa adapta-se à esfericidade da Foto Um, como o
tetrócito sobre a bactéria infecciosa pêntia.
O céu desvai-se e desaparece.

A nuvem não alcança penetrar; as fulmíneas centelhas permeiam
a Foto Um, invadem o Nível Um e atravessam a Foto Dois:
o pavimento do Nível Dois, onde mora Félix. E gostam!...

Os coriscos desabalam feio, das bases aos topos dos edifícios;
fogem-lhes as arestas e riscam riscos, próprios das faíscas. Saltam
no ar, gizam alergizantes luzes; desfogem, atacam, abarcam a
Foto Três nas alturas e aclaram-lhe dos mundos
no seio até as baixuras!

Os géons das descargas entremostram silhuetas longínquas de
corpos tentaculados a debandarem, fugazes vaga-lumes sem lume
e sem destino. Os aracnopólipos não caminham mais sobre a
superfície estrelada do Céu; sim, no solo candente do Inferno!

Quanto mais longe, maior é o caos, mais intenso o fulgor, e
crescente o brilho dos prédios, em recrescentes chamas. A distância
basta para evitar grandes abalos na estrutura do edifício, o lar
de Félix. Se percebem qualquer tremor, os oito pais não
demonstram: continuam absortos na sexonovela. O programa
roda cenas pré-gravadas; e nenhum pêntio
vigia, no estúdio deserto.



Há inúmeros e deliciosos diálogos; leia-os, em Géa!


(1) onde Géo é Deus; Oég, ora a Morte, ora outros; árion, fogo; rótrons, átomos; gédia, vida; gediar, viver; rapinas, aviões a jacto; enerfrátax, um vidro especial; sólio (palavra da língua portuguesa), poltrona (no caso, a de comando); Intáctia, a Magna Vestal azul, a qual andava nua; géons, luzes; aracnopólipos e zúnias-gigantes, seres do planeta Penta; írios, olhos; géona, aura; soma, uma bebida azul. Microestato, Alvíssimo, enk, enkinho, Ky e Clausar, Você descobre, lendo Géa...


AVISO: a despeito do conteúdo extremamente belo, humano, místico, filosófico, científico e tal; assim como a vida, o escrito Géa contém cenas de SEXO, VIOLÊNCIA e USO DE DROGAS.


*Assim que ficou pronta a obra Géa, CCDB foi procurado, pelo telefone, por um editor de livros eletrônicos, com cuja editora firmou contrato para a publicação dessa obra. Géa chegou a ser lançada por essa editora, porém sem destaque algum em seu site, e durante os poucos dias em que os treze livros da versão só texto (não havia ainda a versão ilustrada) esteve no ar, nenhum exemplar foi vendido a não ser dois, para amigos de CCDB que os adquiriram para testarem, a pedido do autor, o funcionamento do site da editora bem como a sua seriedade dela. Esses dois exemplares, vendidos e pagos, NÃO foram entregues pela editora (não puderam ser baixados pelos referidos dois amigos); portanto, o lançamento não chegou sequer a realizar-se na prática, e a editora deixou de merecer a confiança de CCDB, que imediatamente rescindiu o contrato, com base nesse episódio - e tem a documentação ao dispor de quem desejar certificar-se. Sendo assim, como pessoa alguma tem em mãos ou em seus computadores os livros de Géa (sem contarmos os amigos a quem CCDB presenteou exemplares exclusivos da obra), Géa é obra inédita e não esteve realmente, nem está hoje (28-07-2007), no mercado. Géa encontra-se absolutamente livre, assim como todos os outros livros de CCDB e aquele em co-autoria com seu filho RDB, todos apresentados neste site, para a assinatura de contratos de publicação em toda e qualquer mídia.

MAIS AMOSTRAS DE TEXTOS DE GÉA!

Conheça algumas das poesias constantes da obra Géa, que também servem de amostras de seus textos, e veja diversosos outros exemplos de tais textos nas páginas das ilustrações de Géa!


ESCADA EM DOIS LANCES PARA O MELHOR VERNÁCULO!

Há quem pense que Géa é difícil. Além de tudo quanto por si só significa, Geínha foi projetada para servir de escada, degraus ajustados com alta precisão, para ir iniciando a Leitora e o Leitor na língua portuguesa e os habilitar a ler Géa com toda a facilidade.

Géa também foi assim projetada e é a escada, a partir do patamar alcançado em Geínha, rumo ao nível máximo do nosso vernáculo.

Embora se complementem nesse propósito didático, Géa e Geínha são obras completas e independentes - não é preciso ler uma para ler a outra.

O livro )que(, de vocabulário facílimo, também dispensa a leitura de Géa e de Geínha, conquanto convenha ler-se logo após Géa, pois foi escrito depois. - CCDB

 

Sugestão de leitura para análise de Géa

Como analisar a obra Géa

Introdução à leitura de Géa

Turnê rápida pelo site para editores

Resenha e Público-alvo da obra Géa

Resenha mínima da obra Géa

Qual coisa é Géa?

Géa - o que é?

 

 

 


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