Para conhecer o Livro Onze de Géa

O Desrelacionador


Aviso! Os resumos apresentados neste site para os livros de Géa contêm os desfechos e os segredos dalgumas histórias desenroladas na obra. A leitura desses resumos reduz a tensão (o "suspense") e a surpresa, ao lerem-se os próprios livros. Porém, Géa não é apenas história, tensão e desfechos. Géa é obra-prima literária; e tal coisa significa máxime estilo, forma e conteúdo, sem olvidarem-se a mensagem e os diálogos - tudo isso e muito mais não se acha nos resumos. Assim, preferi conservá-los como estão, pois creio que, mesmo lidos e descobertos alguns segredos e desfechos, a leitura da obra não se prejudicará. Para quem discordar, criei este aviso. Cláudio César Dias Baptista - CCDB

Resumo do Livro Onze - O Desrelacionador

Clausar enfim é desperto da viagem ao pretérito por Geárion, o Ser de Luz, o Ky Único de sua espécie, e tem a notícia aterradora de não haver passado no teste!

O geóctone acabrunha-se, e Geárion parte.

“- Bem-vindo entre nós, do escuro!” é a frase da pedra falante de Tenebrae, transformada em venerando oráculo no planeta Umalfa. Tal pedra prevê o fim desta Grande Pulsação, ao ser consultada por Clausar e Gia, os quais viajam por esse planeta sem levarem Rá, como prometeram, para verem juntos os duelos de motoquadrigas e as lutas das telárias gigantes com os grandes lagartos lampas.

Gia convence Clausar de o teste não estar findo e sugere-lhe: a história de não o ter superado faz parte da prova a ele imposta por Geárion.

Clausar rejubila-se, gratíssimo à amada.

Ambos volvem a seu planeta coa Laranja. Em segredo, Clausar mais bio preparam e instalam novo circuito para substituir aquele colocado por Geárion na nave. Tal circuito fará a Laranja derrotar sozinha o Desrelacionador, mas isso não é inda contado ao Leitor, à Leitora.

Clausar contata pela primeira vez essa entidade terrível, o Desrelacionador, a qual se apresenta feito Oég, a Morte.

O geóctone quer lutar, pois o Desrelacionador protege o vórtice. Este sugadouro imenso já está no espaço longíquo, sugando o continuum e o Cosmo inteiro, para extinguir abruptamente a Grande Pulsação. Foi posto ali por Géo, Deus, descontente com seus seres, os quais só pensam em relatividade e não têm valores hierarquizados nem crêem na Verdade absoluta.

Em verdade, o Desrelacionador é o próprio Geárion, todavia ninguém mais sabe disso, senão Géo e a Géa. Geárion está defendendo o vórtice para provar a Géo o erro cometido por este ao iniciar o fim abrupto da Grande Pulsação. Geárion quer mostrar a Géo a bravura de diversos entes, entre eles e máxime Clausar, pondo-os à prova nessa luta mortal, onde a maioria vai sendo derrotada e aniquilada por ele, transfeito em Desrelacionador, mas cuja existência é mantida na memória eterna da Géa.

O Leitor (se não for Geárion, Géo ou a Géa) não é informado ainda do propósito e da verdadeira identidade do Desrelacionador.

Os capítulos doravante se alternam entre passagens divertidas; com Rá, Tóxia mais Talia ficados no planeta Géa; e lutas dos heróis de capítulos anteriores contra o Desrelacionador, onde só alguns sobrevivem, os mais poderosos; mas todos se entregam de Corpo e Ky (Alma) à salvação do Universo e da Grande Pulsação, demonstrando coragem insigne e ajudando Geárion a ir comprovando sua tese a Géo.

A Leitora não é avisada e assiste à morte da maioria dos heróis mais queridos, sem saber-lhes a futura ressurreição. O público-alvo é o da ficção e o místico.

Ao contrário dos de muitas obras, o autor não se apressa; e Géa se aprimora ao longo dos capítulos.

Oãn é uma das manifestações do Desrelacionador, com a qual ataca Louriage (então comandante de Altaré), mas é ferido por Síncope, a vela viva e eterna. Louriage é ajudada por Guatam e Eucara, casal de belos e dedicados terráqueos ingresso na Ordem e na tripulação, com seu filhinho de colo Sol, salvo de um rapto.

A verdade é revelada pela primeira vez por Geárion, na pessoa dum amigo de infância e xará de Clausar: um portador de deficiência, o qual chama a si mesmo de “Crausá” e de “débiu mentá”, mas faz parte do Ser de Luz.

O Leitor, a Leitora, não é informado da revelação e só lhe presencia os efeitos no semblante da loura Louriage. Seguem as aventuras dos vários heróis; e Clausar, embora tente lutar, vai sendo deixado pelo Desrelacionador para o último combate.

Entre outros heróis, Sérias e a Blue Chaos são aqui derrotados pelo inimigo; mas o músico e místico sobrevive, em meio à dor de horrendos ferimentos.

Tóxia já está com Clausar e o bio na Laranja.

Clausar faz uma poesia de improviso com doze estâncias, na qual dialoga com Vergílio (ou Virgílio), contando como era fácil poetar no tempo deste, quando se podiam indigitar deuses, heróis e portentos derredor, em comparação com o lugar e a época onde Clausar vem passando a vida: o espaço, o vazio, o éter, no qual o vácuo é a matéria sutílima para improvisar seu canto!

Alfos é derrotado com a Sagres e morre; não, sem antes ferir o Desrelacionador.

O texto adrede se adensa, inclusive em números de caracteres por página.

Clausar é levado pelo Desrelacionador a destruir por engano a Anticiclone IV e matar seus grandes amigos umunos. O público-alvo é o da ficção e o da tragédia.

“Quamnum majá!” quer dizer “nunca mais”.

Clausar recolhe a bóia naufrágio de um umuno, aquele o qual lhe salvara a vida e a quem matou por engano. Nessa bóia, há pungente dedicatória desse amigo a Clausar, bem como parte da obra de Ars, o maior aedo de certo planeta.

Clausar lê duas estâncias dessa poesia; magnificente, impecável; rival da de Homero e Vergílio, ou mesmo superior.

Clausar passa por provas de caráter, remói-se pensando em manias; e isso também é parte da prova à qual Geárion o submete. Tóxia não deixa de dar seus toques cômicos ao episódio.

Intáctia e Abstersa são vencidas e violadas por um sátiro, personificação do Desrelacionador. Acabam atiradas ao espaço e morrem ao caírem no vórtice; não, sem ferirem e amaldiçoarem o violador, o qual vai acumulando no corpo os estragos dos diversos combates com os vários heróis.

CCDB


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